Mostrando postagens com marcador John Coltrane. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador John Coltrane. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

1965 - One Down, One Up: Live at the Half Note - John Coltrane

Faixas:
Disco 1
01 - Introduction And Announcements (Alan Grand)
02 - One Down, One Up
03 - Announcements
04 - Afro-Blue

Disco 2
01 - Introduction And Announcements (Alan Grand)
02 - Song Of Praise
03 - Announcements
04 - My Favorite Things

Musicos:
John Coltrane - Sax. Tenor & Soprano
McCoy Tyner - Piano
Jimmy Garrison - Baixo Acustico
Elvin Jones - Bateria

Downlod Here - Click Aqui CD1

Downlod Here - Click Aqui CD2
Boa audição - Namastê
Uma Colaboração do Blog Borboletas de Jade

Chet Baker, John Coltrane, Miles Davis & Jazz de Vanguarda.

Link QuebradoLink Quebrado? Link Sem FotoPost Sem Foto?

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

1959 - Bags & Trane - John Coltrane & Milt Jackson

Milton (Milt) Jackson (Detroit, Michigan, 01 de Janeiro de 1923 – Manhattan, 09 de outubro de 1999) foi um vibrafonista de jazz norte-americano e um dos primeiros no gênero bebop. Apelidado de “Bags” (Sacos), foi o principal vibrafonista do jazz pós-swing, e talvez o maior de todo o jazz. Nascido em Detroit, começou tocando violão e piano, antes de se decidir pelo vibrafone na adolescência. Se tornou um vibrafone respeitado, superando até nomes importância na figura de dois históricos instrumentista: Lionel Hampton e Red Norvir, que ficou mantido durante cinqüenta anos no topo da popularidade, até mesmo além de estrelas como Juliana Morais e Gary Burton (1943). Seu estilo era tremendamente variadas, englobando BdP, blues e baladas mais tradicionais. Milt Jackson começou a tocar guitarra e piano na idade sete às onze. Poucos anos depois foi mudado para o vibrafone. Sua estréia profissional foi cantando em um grupo gospel. Dizzy Gillespie o descobriu em Detroit e ofereceu-lhe um emprego no sexteto que havia formado e mais tarde uma orquestra em 1946. Jackson gravado com o trompetista e rapidamente se tornou popular e solicitado por outros músicos. Após tocar com Gillespie sexteto durante anos 1950-1952, formando depois o que seria na historia do jazz o quarteto integrado por: John Lewis, Percy Heath e Kenny Clarke (1952), chamado de Modern Jazz Quartet. No centro do álbum enconta-se uma evidente propósita dos dois músicos em sicronizar os instrumentos um ao outro. Coltrane ataca mais agressivamente, com seu árduo gumes revelador num som perfeito para um sincopado de nota sem que Mr. Jackson's adocica co veemencia o toque vibrado. Em "The night we called a day", pode-se ouvir como eles escutaram com atenção em si, uma mistura de solo para o outro sem cobrar o sintonizar da batida. Bags & Trane é o único álbum gravado em conjuto com Coltrane. O título vem do que os apelidos dos dois músicos: Bags - Milt Jackson e Trane - John Coltrane. Gravado em Janeiro de 1959, SÓ liberado pela Atlantic Records em Dezembro de 1961. Relançado em 25 de Outubro de 1990 pelo selo Rhino Atlantic. Um dos aspectos mais notáveis de Coltrane é o comprimento de seus solos, com vista a eliminar qualquer limite temporal para as notas e sua propagação ao critério das necessidades do intérprete, (daí as muitas questões de excesso de Coltrane por exemplo, nossos solos de trinta minutos). Milt Jackson tambem gracou com Oscar Peterson Trio e Ray Brown - Very Tall Tall Band de 1998.A produção ficou a cargo de Nesuhi Ertegün & Bob Porter, com fotografias de Lee Friedlander.

Faixas:
01 - Stairway To The Stars
02 - The Late Late Blues
03 - Bags And Trane
04 - Three Little Words
05 - The Night We Called a Day
06 - Be-Bop
07 - Blues Legacy
08 - Centerpiece

Musicos:
John Coltrane - sax. Tenor
Milt Jackson - Vibrafone
Hank Jones - Piano
Paul Chambers - Baixo Acustico
Conny Kay - Bateria

Download Here - Click Aqui
Boa audição - Namastê.
Uma Colaboração do Blog Borboletas de Jade

Link QuebradoLink Quebrado? Link Sem FotoPost Sem Foto?

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

1961 - My Favorite Things - John Coltrane

My Favorite Things é considerado por muitos críticos e ouvintes uma significante e histórica gravação. Foi a primeira sessão gravada por Coltrane para o selo Atlantic e a primeira a apresentar o novo quarteto que Trane acabara de formar: McCoy Tyner - Piano, Elvin Jones - Bateria e Steve Davis - Baixo. É um álbum com profunda mudanças do estilo bop, introduzindo revisitações harmônicas mais complexas, pricipalmente nas músicas: "My Favorite Things" (uma valsa de Richard Rodgers & Oscar Hammerstein, usada no filme Noviça Rebelde de 1965), e "But Not For Me" (de George Gershwin). Em uma época em que o saxofone soprano se tornava obsoleto por alguns musicos, Coltrane demonstrou uma inventiva habilidade para o idioma do jazz. O standard "Summertime" é notável por seu ritmo alegre, e pela demonstração da técnica sheets of sound (folhas de som, muito usado por Coltrane), uma total antítese à melancolia de Miles Davis na versão lírica de Porgy and Bess. "But Not For Me" é reharmonizada usando outra técnica de John Coltrane chamada Coltrane changes, apresentando um longa coda sob uma progressão em II-V-I-vi. A faixa título é uma versão modal de autoria de Richard Rogers e Oscar Hammerstein do musical The Sound of Music. A melodia é escutada diversas vezes por todos os 14 minutos de duração, e ao invés de solar sobre os acordes escritos, tanto Tyner quanto Coltrane tocam os solos sob vamps de dois acordes tônicos "E" menor e "E" maior. O solo de Tyner ficou famoso por ser extremamente cordal e rítmico ao contrário de desenvolver melodias. No documentário The World According to John Coltrane, o narrador Ed Wheeler diz: "Em 1960, Coltrane deixa Miles Davis e forma seu prórpio quarteto para explorar o estilo modal, com livres direções com certa influência Indiana. Eles transformaram "My Favorite Things", a famosa e alegre canção de The Sound of Music, uma hipnótica dança abdal. A gravação virou um hit tornando-se a gravação de Coltrane mais requisitada. Gravado em 21, 24 e 26 de Outubro de 1960 na cidade de Nova Iorque.
Nota: Em 3/3/1998 foi relançado pela Atlantic - WEA com duas faixas bonus: My Favorite Things pt. I e pt. II (Single Version)

Faixas:
01 - My Favorite Things
02 - Everytime We Say Goodbye
03 - Summertime
04 - But Not for Me

Musicos:
John Coltrane - Sax. Soprano (Faixas 1 & 2), Sax. Tenor (Faixas 3 & 4)
McCoy Tyner - Piano
Steve Davis - Baixo
Elvin Jones - Bateria

Download Here - Click Aqui
Boa audiçãi - Namastê
Uma Colaboração do Blog Borboletas de Jade
Miles Davis, John Coltrane, Chet Baker & jazz de Vanguarda.

Link QuebradoLink Quebrado? Link Sem FotoPost Sem Foto?

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

1957 - Prestige 7105 - John Clotrane

“Trane era o saxofonista mais ruidoso e mais rápido que eu já ouvi. Tocava rápido e alto, ao mesmo tempo, o que é difícil de fazer. Porque quando a maioria dos músicos toca alto, se trava. Já vi muitos saxofonistas se enrolarem tentando tocar assim. Mas Trane fazia isso e era fenomenal. Era como se estivesse possuído, quando levava aquele instrumento à boca. Era muito apaixonado – feroz – e ao mesmo tempo muito tranqüilo e delicado quando não estava tocando. Um cara puro.
Jamais compôs coisa alguma durante o tempo que esteve em meu conjunto. Tudo que fazia era começar a tocar. A gente conversava muito sobre música nos ensaios e a caminho do trabalho. Eu lhe mostrava muita coisa, e ele sempre escutava. E eu dizia:
- Trane, tome aqui estes acordes, mas não é pra tocar assim o tempo todo, não, sabe? Isso quer dizer que você tem dezoito, dezenove coisas diferentes pra tocar em dois acordes.
Ele ficava ali sentado, de olhos arregalados, absorvendo tudo. Trane era um inovador, e a gente tem de dizer a coisa certa às pessoas desse tipo. Por isso que eu mandava que ele começasse no meio, pois era assim que sua cabeça funcionava mesmo. Ele buscava desafios, e se a gente lhe desse o troço errado, ele não escutaria. Mas era o único músico que podia tocar aqueles acordes que eu lhe dava sem fazê-los soar como acordes.
Depois do trabalho, ele voltava pra seu quarto de hotel e praticava, enquanto todos os demais andavam pela rua. Praticava durante horas, depois de acabar de tocar três sets. E mais tarde, em 1960, quando lhe dei um sax soprano que conseguira com uma conhecida de Paris, uma antiquária, isso teve um efeito no seu tenor. Antes de ganhar aquele soprano, ele ainda tocava com Dexter Gordon, Eddie “Lockjaw” Davis, Sonny Stitt e Bird. Depois de ganhar o instrumento, seu estilo mudou. Depois disso, não tocava mais como ninguém a não ser ele mesmo. Descobriu que podia tocar mais suave e mais rápido no soprano que no tenor. E isso realmente o deixou ligado, pois não podia fazer no tenor o que podia no alto, porque o soprano é um instrumento direto, e como ele gostava do registro baixo, descobriu que também podia pensar e ouvir melhor com o soprano do que com o tenor. Quando tocava o soprano, depois de algum tempo, parecia mais uma voz humana, um lamento.
Depois que gravamos aqueles últimos lados pra Prestige, em outubro de 1956, levei o grupo de volta ao Café Bohemia, e foi lá que aconteceu muita coisa entre Coltrane e eu. Essas coisas já vinham se acumulando há algum tempo. Cara, era uma merda ver o que ele fazia consigo mesmo, a essa altura já se achava realmente dependente da heroína, e também bebendo muito. Chegava atrasado e cabeceava no palco. Uma noite, fiquei tão puto com ele que lhe dei um tapa na cabeça e um soco na barriga, no camarim. Thelonious Monk estava lá nessa noite; fora ao camarim dar boa-noite e viu o que eu fiz com Trane. Quando viu que Trane não reagia e apenas ficava ali sentado como um bebezão, se revoltou. Disse a Trane:
- Cara, do jeito que você toca saxofone, não tem de aceitar essa merda; pode vir tocar comigo quando quiser. E você Miles, não devia bater nele desse jeito.
Eu estava tão puto que pouco ligava pro que Monk dizia, porque, pra começar, não era da conta dele. Despedi Trane essa noite, e ele voltou pra Filadélfia, pra tentar se livrar do vício. Me senti mal mandando-o embora, mas não via que mais podia fazer nas cincunstâncias.
Por mais que eu gostasse de Trane, nós não andávamos juntos depois que deixávamos o estrado, porque tínhamos estilos diferentes. Antes, era porque ele vivia afundado na heroína, e eu acabara de sair dessa. Agora ele estava limpo e quase não saía, voltava direto pro hotel, pra praticar. Sempre levara a música a sério, e sempre praticara muito. Mas agora era quase como se estivesse numa espécie de missão. Me dizia que já fizera muita confusão, perdera muito dinheiro e não dera muita atenção à sua vida pessoal, à sua família e, acima de tudo, à sua música. Portanto, só se preocupava em tocar sua música e crescer como músico. Era só no que pensava. Não podia ser seduzido pela beleza de uma mulher, porque já fora seduzido pela beleza da música, e era fiel à sua esposa. Quanto à mim, depois que acabava a música, eu saía logo buscando a dona boa com quem ia ficar naquela noite. Cannonball Adderley (vocal) e eu conversávamos e saíamos às vezes, quando eu não estava com alguma mulher. Philly e eu ainda éramos amigos, mas ele vivia se enchendo de droga, ele, Paul e Red. Mas éramos todos amigos e todos nos dávamos muito bem juntos.” (“Miles Davis, a Autobiografia” - pp 180, 194 e 195)
Prestige 7105 é um álbum fantástico que reúne alguns dos clássicos de John Coltrane, um dos saxofonistas mais cultuados do jazz, que começou sua carreira tocando em big bands, fez parte do grupo de Miles Davis, durante cinco anos, além de ter liderado, a partir de 1960, um quarteto com o pianista McCoy Tyner, o baixista Jimmy Garrison e o baterista Elvin Jones. São seis faixas com o melhor de seu estilo, entre elas, "Violets for Your Furs" e "While My Lady Sleeps", alguns dos destaques. Algo que não pode faltar em sua coleção. Gravado em 31 de Maio de 1957
Dica: Les Musiciens de Jazz et Leurs Trois Voeux - Pannonica de Koenigswarter (Ed. Ruchet-Chasiel). Boa leitura.


Faixas:
01 - Bakai
02 - Violets For Your Furs
03 - Time Was
04 - Straight Street
05 - While My Lady Sleeps
06 - Chronic Blues

Musicos:
John Coltrane - Sax. Tenor
Johnnie splawn - Trompete
Sahib Shihab - Sax. Barito
Red Garland - Piano (1-3)
Mal Waldron - Piano (4-6)
Paul Chambers - Baixo Acustico
Albert Heath - Bateria

Download Here - Click Aqui
Boa audição - Namastê
Postagem em parceria com Jazzmam e Borboletas de Jade



Link QuebradoLink Quebrado? Link Sem FotoPost Sem Foto?

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

1961 - Thelonious Monk with John Coltrane

Ele foi o mais importante saxofonista surgido depois de Charlie Parker, desenvolvendo um novo modo de tocar que ampliou os horizontes do jazz. Evoluiu do hard bop para o jazz modal e o free, incorporando estruturas da música indiana e imbuindo suas interpretações de forte carga emocional e mística. Suas "sheets of sounds" (sequências de notas tão rápidas e longas que davam a impressão "folhas" ou camadas de som) tornaram-se um desafio para os saxofonistas. John William Coltrane nasceu em Hamlet - Carolina do Norte em 23 de setembro de 1926. Tocou em grupos de rhythm & blues e depois com Dizzy Gillespie e Johnny Hodges. Atingiu a maturidade musical no lendário quinteto de Miles Davis nos anos 50 no qual permaneceu de 55 a 60 tendo participado do lendario "Kind of Blue" marco do jazz modal. Nesse período também fez uma histórica colaboração com Thelonious Monk e lançou em 59, "Giant Steps" sua primeira grande obra como líder na qual já esboçava as "sheets of sounds". Ao deixar Miles formou o clássico quarteto que incluía McCoy Tyner (piano) e Elvin Jones (bateria). Ainda em 60 lançou "My Favorite Things" outra obra-prima. Suas experimentações atingiram a plenitude em "A Love Supreme" de 64 onde mergulhou na música indiana e no espiritualismo. "Ascension" de 65 marca sua adesão ao free jazz. Estava no auge da carreira quando em 17 de julho de 67 morreu de infecção hepática em Huntington - Nova York. Nos anos 30 o jazz era a melhor diversão e música para dançar. O bebop o intelectualizou, almejando convertê-lo em forma de arte. Coltrane levou-o a um novo patamar adotando uma atitude espiritualista perante a música. Ele "escreveu" seu próprio livro sagrado - o LP "A Love Supreme" de 64, que dedicou a Deus. Os quatro temas do disco sucedem-se como uma oração sem palavras (com exceção da frase mântrica que dá nome a ele) capaz de comover o jazzófilo mais ateu. Apesar de manifestar interesse pela cultura hindu, ele parecia não se vincular a uma religião específica. Sua crença era de que todas as pessoas deveriam se esforçar em prol de um mundo melhor e que a música poderia ser um veículo para transmitir pensamentos positivos. A "pregação" de Coltrane foi bem sucedida. Seus mais fiéis seguidores, o saxofonista Pharoah Sanders e a viúva Alice Coltrane também adotaram uma postura devocional e positiva diante da música e da vida. Thelonious Monk & John Coltrane traça um perfil da genialidade do mestre. Coltrane tinha uma verdadeira admiração por Monk "ele é um dos poucos que realmente pensa a música. Monk é um arquiteto musical da mais alta ordem." Juntos gravaram esse albúm que apesar de registrado em rolo em Abril e Julho 1957 so foi lançado em 1961. As seis composições do album - "Ruby My Dear", "Trinkle, Tinkle" , "Off Minor", "Nutty", "Epistrophy" e Functional" tinham sido retiradas do imenso catálogo do pianista. Sua parceria com Thelonious Monk durante o ano de 1957 foi uma das mais belas da música e merece ter sua história contada.
Curiosamente: a faixa "Functional" é um longo solo apenas de Monk.

Faixas:
01 - Ruby, My Dear
02 - Trinkle, Tinkle
03 - Off Minor (Take 4)
04 - Nutty
05 - Epistrophy (Alternate Take)
06 - Functional (Alternate Take)

Musicos:
Thelonius Monk – piano (Faixas 1,2,4,6)
John Coltrane – Sax. tenor
Wilbur Ware – Baixo Acustico
Shadow Wilson – Bateria (Faixas 3,5)
Ray Copeland – Trompete
Gigi Gryce – alto saxophone
Coleman Hawkins – Sax. tenor
Wilbur Ware – Baixo
Art Blakey – Bateria

Download Here - Click Aqui
Boa audição - Namastê
Esta postagem é uma parceria entre o blog Jazzman e o blog Borboletas de Jade
Link QuebradoLink Quebrado? Link Sem FotoPost Sem Foto?