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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

1981 - The Man With His Horn - Miles Davis

Depois de um longo periodo longe dos palcos e dos estúdios, passando por uma recuparação pós saúde debilitada do vício, bebida e cocaína, Miles triufantimente da a volta por cima, regressando ao mundo da musica depois de assistir atento a evolução do fusion durante sua ausência, na frente de antigos pupilos com: Herbie Hancock, Chick Corea, John Mclaughlin, Wayne Shorter, Joe Zawinul entre muitos outros, acertando o alvo por ele criando com maioridade e caminhos musicais diferentes. Com isso, Miles percebeu uma nova geração de talentosos músicos que nascerem do embrião deixando, num rico horizonte musical de oportunidade de utilizar e revelar o talento desses que iriam dar um novo fugaz ao fusion nos anos 80 e início dos 90. "The man with the horn", lançado setembro de 1981,trouxe uma nova expectativa que o músico não só voltava em plena forma e com excelente acompanhamento, mas continuava com o dom de midas de fazer som modernizado, adaptando o jazz a realidade musical de sua época com perfeição. O album abri com "Fat Time", com Miles impondo sua marca com uma batida forte e de peso com destaque para a sua performance junto a Marcus Miller num recheio de sons e dialogo groover . "Back seat betty", mistura introspecção com batidas de rock com direito de destaque da boa performance do tecladista Robert Irving III. "Shout" traz um ritmo bem mais dançante, sendo basicamente um funk onde Miles dá um longo e excelente solo ou talvez indiretamente respondendo as criticas de que não tinha mais saúde para retornar aos palcos ou estúdios. "Aida" e "Man With The Horn" mostra como Miles tinha um feeling de excelencia em adaptar seu som a elementos bem característicos do período como no início dos anos 80 onde reinavam teclados, sintetizadores, baterias entre outras coisas, de uma forma criativa sem perder sua identidade. Uma forte base de Teclados e uma batida de baixo altamente marcante são créditatas ao excelente Marcus Miller, fazendo parte das duas canções, dando uma característica bem anos 80 nas faixas, mas com a qualidade bem diferenciada e perfeccionista, característica de Miles. "Ursula" com sua melodia altamente contagiante e criativa, fecha esse que é um dos trabalhos mais lembrados de Davis. Após esse albúm, Miles continuaria trilhando seu caminho de adaptar o jazz com o rock de forma empolgante e eficiente e como fez nos anos 60 e 70, revelando e usando novos talentos (nesse álbum por exemplo os músicos Mike Stern e Marcus Miller, futuros produtores de excelentes discos de fusion nos anos 80 e 90 são revelados), buscando sempre novas sonoridades no seu som, inclusive flertando até com o hip-hop no início dos anos 90, até sua morte em 1991. Ótima pegada de um trabalho elogiado por Miles em sua fase "Funk /Soul,Jazz,Rock". A produção ficou a cargo do dinossauro que acompanhou Miles em boa parte de sua carreia Teo Macero, gravado e mixado nos estudios da CBS Recording Studios, New York. "The Man With His Horn" apos ser lançado em 1981, recebeu crítica ruins apesar de ter vendido razoavelmente bem.

Faixas:
01 - Fat Time
02 - Back Seat Betty
03 - Shout
04 - Aida
05 - The Man with the Horn
06 - Ursula

Musicos:
Miles Davis - Trompete
Robert Irving III - Sintetizadores
Al Foster - Bateria
Sammy Figueroa - Percussão
Bill Evans - Teclados, saxofones, Sintetizadores
Mike Stern - Guitarra
Marcus Miller - Baixo

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

1964 - Miles in Berlin - Miles Davis Quintet

Gravado no dia 25 de setembro de 1964 durante o festival Berliner Jazztage, "Miles in Berlin" é um daqueles albuns que pode ser chamado de - melhores registros ao vivo de Miles Davis - incluindo as fases de sua inicial carreira até este festival. È considerado uma das primeiras gravações do Segundo Grande Quinteto de Miles, o albúm traz o trompetista acompanhado por Wayne Shorter, Herbie Hancock, Ron Carter e Tony Williams em suas seis faixas de pura inovação,(no bolachão original são apenas cinco, tendo incluido na reedição de 2005 "Stella by Starlight", segundo gravada na época e não colocada por motivos ignorados), apresentando alguns dos momentos mais sublimes de sua carreira de Miles. Nascia, então, o quinteto que viria a estabelecer um novo patamar em sua carreira – e na história do jazz de um modo geral, redefinindo conceitos de textura, dinâmica e improvisação coletiva. Neste show gravado em 64, pode-se ouvir temas como “Milestones”, “Autumn leaves”, “So what” (Shorter mostrando seu fraseado oblíquo, Hancock respondendo com um solo cheio de dissonâncias), uma versão inédita de “Stella by starlight” e “Walkin’” adquirindo nova dimensão, compensando a deficiente qualidade do som mono. Curioso é o fato de Shorter compor especialmente para o grupo, tornando-se peça-chave em uma das melhores fases da multifacetada carreira de Miles – a mais dinâmica, revolucionária e obsessivamente criativa que o jazz conheceu. Outro fator importante foi o fato do disco ser gravado historicamente pela Orquestra Filarmônica de Berlin, onde cinco negros norte-americanos viraram o jazz de cabeça para baixo. Miles executa seu papel de sidemam com brilhantismo habitual, solando com maestria, chamando os outros instrumentistas com seu trumpete, perfazendo com que cada um tenha o seu momento próprio. O disco abre com a swingada "Milestones", cheia de quebras de andamento e malabarismos instrumentais; segue com aquela que muitos dos fás e estudiosos da obra de Miles Davis classificam como a melhor versão de "Autumn Leaves", de arrepiar realmente; o mítico álbum "Kind of Blue" de 1959 é revisitado com a sua faixa de abertura, "So What", devidamente desconstruída pelo quinteto; "Stella by Starlight" traz Miles olhando para o seu início de carreira e "Walkin´" é um exercício policromático repleto de paisagens que se constróem a cada novo movimento. Miles in Berlin é uma obra-prima do jazzmusical, um registro antológico de um músico na esfera da criação.

Faixas:
1. Milestones
2. Autumn Leaves
3. So What
4. Stella by Starlight (Bonus track do Lp original)
5. Walkin´
6. Go-Go (Theme and Announcement)

Musicos:
Miles Davis - Trompete
Wayne Shorter - Saxofone
Herbie Hancock - Piano
Ron Carter - Baixo
Tony Williams - Bateria

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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

1955-1970 - Circle in the Round - Miles Davis

Este albúm traz uma antologia de varias gravações de Miles Davis a partir de 1955 a 1970, mostrando o gênio inquieto de fazer jazz de Miles com rápidas mudanças profundas que realizou durante este tempo e lançado em 27 de Outubro de 1955, Pelo selo Legacy, relançado em 04 de Janeiro de 2005 pela Sonny. "Two Bass Hit" e "Blues No. 2" foi gravado em sua primeira sessão pela Columbia com conturbado manejos de musicos e espaço na gravadora. "Love for Sale" apresenta uma antecedencia de Kind of Blue milimetrado com John Coltrane no sax. tenor, Cannonball Adderley no sax. alto, Bill Evans no piano, Paul Chambers no baixo e Jimmy Cobb na bateria. A faixa título "Circle in the Round" mostra Miles alongado em novos mundos conceituais sobre o tenor Wayne Shorter, Herbie Hancock em celeste (piano), Ron Carter no baixo, Tony Williams na bateria, e Joe Beck na guitarra. O conjunto fecha com Miles In fusan da banda tocando versões atmosférica em "Teo’s Bag", "Side Car I & II", "Splash", "Sanctuary" com George Benson estardalhando suas cordas e Tony Williams batendo sua baquetas em estilo. "Guinnevere" trazas algo incomum pelas maões de Khalil Balakrishna e sua sitar de 18 cordas, em inovação indiana num jazz em transição. Não se sabe o porque mas esse album são gravações rejeitadas por Miles ou pelos proprios produtores, acreditando que ficaram abaixo do esperado ou de qualidade indesejada. O que fez dele único - e vou usar o termo literalmente, para não dizer uma rivalled - era a sua capacidade de reunir músicos talentosos e tirar o melhor de si numa reunião onde o maetro da o tom. E como band leader, Miles conseguiu verdadeiras gravações que reflectia a música popular dos tempos e, ainda assim, semper subiu acima dela. Para obter uma amostragem de como Miles toca fora, este feito em "Circle in the Round" testemunha isso de uma forma unica e impar - mesmo se tratando de uma compilação. Este é um trabalho de recados, gravações inicialmente rejeitada por uma razão ou por outra, om clareza em sua trilha e um ponto fica claro, todas as música geralmente fica abaixo do normal, às vezes caíram no esquecimento por razões que nada tinham a ver com a sua qualidade. Casualmente as pessoas interessadas devem observar com senso forte e unificado, os valores criados pelo mito, espojado em cada faixa. Esmiuçando as gavetas dos estudios, encontramos bons motivos para o fato de "Circle in the Round" ter alcançado grandes exitos de execução.

Faixas:
01 - Two Bass Hit
02 - Love For Sale
03 - Blues No. 2
04 - Circle in the Round
05 - Teo’s Bag
06 - Side Car I
07 - Side Car II
08 - Splash
09 - Sanctuary
10 - Guinnevere

Musicos:
Miles Davis - Trompete
John Coltrane Sax. Tenor (1-3)
Cannonball Adderley Sax. Tenor (2)
Hank Mobley Sax. Tenor (3)
Wayne Shorter sax. Tenor (4-10)
Bernie Maupin - Clarinete (10)
Khalil Balakrishna - Sitar (10)
Joe Beck - Guitarra (4)
George Benson - Guitarra (5,7,9)
John McLaughlin - Guitarra (10)
Red Garland - Piano (1-2)
Bill Evans - Piano (2)
Wynton Kelly - Piano (3)
Herbie Hancock - Piano (4-9)
Chick Corea - Piano (8,10)
Joe Zawinul - Piano (10)
Paul Chambers - Baixo (1-3)
Ron Carter - Baixo (4-7,9)
Dave Holland - Baixo (8,10)
Philly Joe Jones - Bateria (1,3)
Jimmy Cobb - Bateria (2)
Tony Williams - Bateria (4-9)
Billy Cobham - Bateria (10)
Jack DeJohnette - Bateria (10)
Airto Moreira - Percursão (10)

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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

1957 - 'Round About Midnight - Miles Miles

"Quando toquei com Miles pela primeira vez, eu tinha muito o que aprender. Percebi que me faltava conhecimento de música em geral. Fico muito envergonhado por aquelas primeiras gravações que fiz com ele. Por que Miles me escolheu, eu não sei. Talvez tinha algo no meu modo de tocar e achasse que aquilo pudesse crescer. Mas eram tantas conclusôes musicais a que eu ainda não tinha chagado, que me sentia inadequado". - John Coltrane, 1961. O tom autodepreciativo de John talvez soe familiar. Dez anos antes, Miles havia sentido da mesma forma ao dividir os holofortes com Charles Parker. Agora era a vez de Coltrane se questionar. E Miles? Havia dois anos, ele tinha parado de se picar e voltadoa se concentrar na profissão. Tudo estava muito bem. Ele mesmo disse: "Eu estava tocando meu trompete e liderando a melhor banda do mercado, uma banda criativa, imaginativa, soberbamente coesa e artistica". No final de 1955, amparado pela liberdade artistica e financeira propiciada por um generoso adiantamento da Columbia Records e por uma consistente turnê arranjada pela Shaw Artis, Miles estava pronto para subir ao topo do mundo do do jazz. O novo quinteto aterrissou na Costa Oeste no inicio de 1956 para uma temporada de duas semanas na casa noturna Jazz City, em Los Angeles. Miles marcou a entrada do primeiro numero, e o som de Nova York - um hard bop funkeado com um sofisticado toque liríco - tomou de assalto o erritorio cool onde Gerry Mulligan e Chet Baker haviam estrelado seu quinteto sem piano alguns anos antes. O compositor e arranjador de jazz Sy Johson, que frequentava a casa toda noite, lembraria tempos depois, "Ninguém sábia o que pensar. Literalmente enlouqueceu todo mundo. Destruiu o jazz da Costa Oeste da noite para o dia". O quinteto logo se tornou um fenômeno pais afora. O empresário Jack Whittemore cumpriu á risca sua promessa, e, ao longo de 1956, o quinteto de Miles tocou constantimente numa série de shows em casas que variavam de pequenos clubes negros da Costa Leste a locais menos segregados e cidades como St. Louis, chicago e São Francisco. Pela primeira vez em sua carreira, Miles consiguiu manter a alta qualidade das apresentações, noite após noite. Na exuberância e potência do auge, o grupo simplismente tinha muito a ofereçer; as ásperas, geniosa - ás vezes intermináveis - improvisações do Tenor de Coltrane. O rompete com surdina - e con mistero - e Miles. Os solos com arco de Chambers, competente e plenos de sentimento. Anos após a estréia do quinteto, escritores de jazz ainda estavam maravilhados com aquele som. "Na minha opinião, a intricada complexidade de ligação entre as mentes daqueles músicos jamais foi igualada por qualquer outro grupo", escreveu Ralph Gleason em 1972. As duas gravadoras de Miles - Prestige, ainda sem selo oficial, e a Columbia - vibravam igualmente com o novo grupo. O presidente da Prestige, Bob Weinstock, saudou-o como o "Hot Five de Louis Armstrong da era moderna". Ambas logo colocaram o quinteto em estúdio. As gravações realizadas nos dezoitos meses seguinte, finalmente foram lançadas em seis albúns pelo primeiro selo (Miles, Cookin, Relaxin´, Miles Davis and the Modern JazzGiants, Workin´ e Steamin´) e um pelo segundo (´Round About Midnight), definem o ápice da improvisação de jazz para pequenas formações. Apesar da disparidade no numero de albúns lançados, foi a Columbia dispendeu mais em fitas de gravações e horas de estúdios com Miles. Quatro dos seis albúns da Prestige - Cookin´, Relaxin´, Workin´ e Steamin´ - foram gerados numa maratona de duas sessões, em que o quinteto simplismente executou seu muito bem ensaiado repertório de shows, sem necessidadde de repetição. Por outro lado, a estréia de Miles na Columbia foi resultado de tres sessões com multliplas gravações de matérial cuidadosamente selecionado. A versão final de cada faixa era resultado da colagem dos melhores momentos de duas ou mais gravação diferentes. A flexibilidade de Miles em estúdio - sua segurançatanto no trabalho meticuloso quanto na espontaniedade de um take único sem rédeas - lhe seria muito útil durante os nos na Columbia. Ao final da década, esses dois atributos converigiam, dando forma ao processo que iria gerar Kind of Blue. Em 1956, os discos de Miles e quinteto pela Prestige começaram a circular pelas receptivas mãos da crítica, que respondeu extasiada. A Down Beat, que conteve seus elogios ao albúm de estréia do grupo, Miles, deu incondicionais cinco estrelas para Cookin´, em 1957; - "A tremenda coesão, o swing impetuoso, a absoluta exaltação e a emoção controlada, presente nos melhores momentos do quinteto de Davis, foram captados nessa gravação. (Philly Joe) Jones disse que essas sessão...são as melhores já realizada por Davis. Estou inclinado a concordar". A combinação de apresentação ao vivo aclamadass universalmentecom os albúns da Prestige garantiu a reputação do quinteto e também a de Miles. Mas as atenções se voltaram para além da música. Davis estava virando um simbolo uiniversal do cool. O que o trompetista vestia, o que dizia (ou não dizia) no palco, se ele votava ou não as costas para o publico, tudo isso recebia da impresa tanto destaque quanto suas performances. Quando saia do palco depois de um solo, não 0 importava se estivesse concentrado na música ou tentando não ofuscar outros solistas. Miles pasou a ser bombardeado pela crítica por seu aparente distanciamento e desdém. A imagem escolhida pela Columbia para a capa do primeiro albúm de Miles com a gravadora, ´Round About Midnight, era impactante, mas, intencionalmente ou não, também serviu para sustentar sua imagem blasée. Tirada por Marvin Kuner no Café Bohemia, a foto mostra um Miles introspectivo, de óculos escuro , abraçando o trompete paternalmente, com uma mão no ouvido. Que retrato poderia mostra-lo mas distante e introvertido?. Na verdade - como vários outras fotos atestam - Davis estava simplismente fazendo por puro hábito o que muito cantores fazem quando se concentram na música: tapou os ouvidos para filtrar o rúido externo. Os mesmos modos silenciosos e atitude áspera que Coltrane tinha achado desconcertantes se tornou parte da ascensão do mito. No ano anterior, sua voz ficara tão áspera quanto seus modos: enquanto se recuperava de uma cirurgia na garganta, Davis teve uma discursão aos berros com um executivo da música que causou danos permanentes ás suas cordas vocais. Pelo resto de sua vida a rouquidão seria seu cartão de visita vocal. O que era controverso para o público branco tinha signicado positivo junto a comunidadenegra. Era um tanto incomum nos anos 50, para um negro da estatura de Miles, adotar uma postura pública intransigente e sem concessões. Sua taciturna, porem determinada, autoconsciência em meio a uma soiendade agitada peloa tensão racial, era um exemplo a outros afro-americanos. Para eles dar as costas para as platéias em sua maioria branca, tinha um significado simbólico bastante claro. Em meados dos anos 50, poucos heróis negros - Nat King Cool, Jackie Robinson, Sugar Ray Robinson, Ralph Ellison, Sidney Poitier - pareciam tão fortes, tão modernos ou (a partir de 1957) tão bm sucedidos quanto Miles Davis. McCoy Tyner lembra que, para músicos e fás afro-americanos, era "uma espécie de guru para muita gente". Bill Cosby, relembra..."Na década de 50, o simbolo de status para certos grupos de adolecentes no norte da Filadélfia era gostar de Miles Davis. Ou seja, se vc. dissesse "Miles Davis" , já era cool, se tivesse seus albúns, era o máximo, por isso digo que o homem era mais do que apenas um músico". Nos primeiros anos do Apartheid na Africa do Sul, Hugh Masekela, encontrou o modelo que tanto lhe faltava ouvindo discos de Miles..."Não foi apenas na música, mas Miles influênciou o meu modo de vestir, influênciou minhas atitudes diantes da autoridades: sua perspectiva da vida, seu desdém pela autoridade que cerceia a liberdade do povo. Ele era verdadeiramente honesto. Se não gostava de alguma coisa, dizia "Foda-se", em vez de usar linguagem alaborada". A condição de Miles como modelo era consequência de um respeito conquistado nos seus primeiros dias de astro do bebop. Jimmy Cobb se lembra de ver colegas músicos imitando aa atitude ea postura de Miles no final dos anos 40: "Alguns caras andavam por ai tentando se vestir com Miles, segurando e carregando o trompete como ele. Foi assim até o final de sua vida, sabe?. Os sujeitos tentando imita-lo". Quincy Jones admite abertamente que foi um deles no começo dos anos 50..."Eu tinha de fazer um solo num negocio que compus para (Leonel) Hampton chamado "Kingfish" (em 1951). Era um solo baseado em um único acorde. Era muito influenciado por Miles, aquela coisa dele com Gil Evans, (John) Carisi. Naquela época todo mundo frequentava o mesmo lugar, e certa noite, Oscar Pettiford e Miles estavam conversando atrás de mim, e (Miles) disse que tinha ouvido a música no ráadio, "Algum filho-daputa tentando tocar como eu". Registrado entre outubro de 1955 e setembro de 1956, foi o álbum oficial de estréia de Miles Davis na Columbia. Iniciava-se, assim, uma associação de três décadas com a gravadora, que alavancou a carreira do trompetista, ampliando sua popularidade. O intervalo entre o início e o final das gravações teve um motivo burocrático: o acordo entre a CBS e a Prestige permitia o início das gravações, mas o lançamento do material só poderia ocorrer depois de cumprida a obrigação contratual com a Prestige. Miles se tornou, pública e oficialmente, um artista da Colimbia com o lançamento de "Round About Midnight" em 18 de março de 1957. Em 2005 foi relançado em um duplo albúm com varios live, com o titulo "Round About Midnight: Legacy Edition". Produção: George Avakian.
Para saber mais: Kind of Blue: The Making of the Miles Davis Masterpiece (Ashley Kahn - Da Capo Press, 2000) pp. 57-61.

Músicas:
01 - 'Round Midnight
02 - Ah-Leu-Cha
03 - All of You
04 - Bye Bye Blackbird
05 - Tadd's Delight
06 - Dear Old Stockholm
07 - Two Bass Hit
08 - Little Melonae
09 - Budo
10- Sweet Sue, Just You

Músicos:
Miles Davis – Trompete
John Coltrane – Sax. Tenor
Julian ‘Cannonball’ Adderley – Sax. Alto
Bill Evans – Piano
Paul Chambers – Baixo Acústico
James Cobb – Bateria
Wynton Kelly – Piano (Faixa: “Freddie Freeloader”)

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Chet Baker, John Coltrane, Miles Davis & Jazz de Vanguarda
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

1953 - With The Lighthouse All Stars - Chet Baker & Miles Davis -

Opiniões têm sido limitadas a cerca de jazz clássico e absoluto na história dos que fazem parte dela assim como é possível aprender o máximo a partir de um álbum cheio de bons eventos, de modo que no espírito de músico como Miles Davis, Chet Baker e do Farol All-Star de 1952 possa apresentar. Este arquivo é uma perola da lendaria versão completa dessa sessão no famoso clube Farol em Hermosa Beachpara para os amantes que gosta de Cool jazz-hard bop literalmente na sua essência de criação. Além de ser uma ponte que liga Miles Davis com os dois pilares da criação do jazz: Chet Baker e John Coltrane, traz Russ Freeman, um pianista de vanguarda na esfera do seu All Star Band. Aqui se da ainda um encontro único de dois jovens trompetista na linha de frente por Chet e Miles, no magistral duo dos criadores de estilos diferente ao longo de sua vida. Tudo acontece no lendario Lighthouse café/clube localizado em Hermosa Beach - Califórnia, onde ainda hoje continua ativo. Após a II Guerra Mundial quando o músico Howard Rumsey, cansado de tocar em big bands de fim de noites, resolveu passear pela cidade e foi dar de cara no Lighthouse, encontrando uma casa literalmente vazia. Rumsey pediu ao dono do local uma oportunidade para tocar neste espaço. O Lighthouse All-Star era a banda que tocava no Farol Club, um grupo em sua maioria de músicos branco da costa oeste da Califórnia. Max Roach apresentou neste tempo uma curta temporada de apresentações no local, que posteriormente trouxe o seu amigo Miles Davis para ingressar conjunto que logo chega Chet para completar. O resultado é o antologico album "With The Lighthouse All Stars" gravado em 13 de Setembro 1953 . O album apresenta nove faixas de altissima qualidade entre os musicos de estrema inquietude. At Last abre o album norteando um belo arranjo cool, sendo seguida por Winter Wonderland com clichês-chave. levando Miles a solar seu trompete que quase fala, Loaded, I'll Remember April, Pirouette, Witch Doctor, Infinity Promenade, 'Round Midnight', e A Night in Tunisia apresenta uma semelhança entre ambas, embora reconheço que Bud Haste tem um belo solo em Tunísia, mostrando aos outros como deve ser feito, constróindo declarações pautadas e claras sobre o saxofone em uma estrutura coesa que complementa a canção. Chet Baker apresenta um trompete ascendente da Costa Oeste simpaticamente balançando o caminho que Miles completa. De certa maneira, é um trabalho históricoe e interessante para os amantes deste período de início da carreira do Miles, depois de ter quebrado seu vício no início dos anos 1950. Realizada em 13 de setembro de 1953, e gravado pelo Selo que Contemporânea, quando Miles Davis estava na Califórnia. Genre: Jazz / cool, hard bop.


Músicos:
Chet Baker - Trompete
Miles Davis - Trumpete
Rolf Ericson - Trumpete
Jimmy Giuffre - Clarinete
Bud Shank - Sax. Alto
Bob Cooper - Sax. Tenor
Russ Freeman, Lorraine Geller & Claude Williamson - Piano
Max Roach - Bateria

Faixas:
01 - At Last
02 - Winter Wonderland
03 - Loaded
04 - I'll Remember April
05 - Pirouette
06 - Witch Doctor
07 - Round Midnight
08 - Infinity Promenade
09 - A Night in Tunisia

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Postagem em parceria com Jazzmam e Borboletas de Jade




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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

1963 - Miles Davis na Europa - Miles Davis

Ele foi chamado de o Príncipe da Escuridão. Um homem mítico que atravessou diversas vezes o inferno e de lá saía cada vez mais surpreendente e inovador. Se tivesse sido apenas um extraordinário músico com uma carreira de quase 50 anos e uma discografia tão extensa e dificil de enumerar, ele já teria seu lugar mais do que reservado no mundo do jazz e da música como um todo. Miles pertenceu à uma classe tradicional de trompetistas de jazz que começou com Buddy Bolden e desenvolveu-se com Joe "King" Oliver, Louis Armstrong, Roy Eldridge passando por Dizzy Gillespie. Ao contrário desses músicos ele nunca foi considerado com um alto nível de habilidade técnica. Seu grande êxito como músico, entretanto, foi ir mais além do que ser influente e distinto em seu instrumento e moldar estilos inteiros e maneiras de fazer música através dos trabalhos com seus famosos grupos em que muitos dos quasi se tornaram importantes músicos de jazz e fizeram seu nome na segunda metade do século XX. Este album é a soma disso e mais um lembrete ao navegantes e pescadores de fim de semana de como a arte é diferente do autor e vice e versa como muitos tem comparado. Gravado ao vivo na França no Festival Mundial du Jazz Antibes, Miles Davis na Europa traça um novo perfil do trompetista no final 1963 ja com um novo embrião para a formação definitiva do seu segundo grande quinteto (64-68). Miles Davis na Europa é uma convite a esplorar novos talentos que inclui o saxofonista tenor George Coleman premiado pela Jazz Foundation of America em 1997 com o premio "Life Achievement Award", o pianista Herbie Hancock inovador e quase pai do teclado no jazz, o baixista Ron Carter veterano com uma extensa lista de gravações e parcerias e o baterista Tony Ruption Williams. Embora Coleman seria afastado do grupo em menos de um ano ele revelou-se um desejoso improviser que merecia mais atenção em uma carreira solo do que naquela altura. Nada menos do que três álbuns com esse formação - "Miles Davis na Europa", "My Funny Valentine", e "Four and More". A produção desse album ficou a cargo do então cherife e empresario de Miles,Teo Macero.

Musicas:
01 - Introduction (by Andre Francis)
02 - Autumn Leaves
03 - Milestones
04 - I Thought About You
05 - Joshua
06 - All Of You
07 - Walkin'

Pessoal:
Miles Davis - Trompete
Ron Carter - Baixo Acustico
George Coleman - Sax. Tenor
Herbie Hancock - Piano
Tony Ruption Williams - Bateria

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Esta postagem é uma parceria entre o blog Jazzman e o blog Borboletas de Jade
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