quarta-feira, 3 de setembro de 2008

1974 - Dark Magus - Miles Davis (Live)

Principe das Trevas ou Dark Magus conhecido álbum ao vivo do icone maximo do jazz Miles Davis lançado em 1974 em um LP duplo pela Columbia Records e desde então foi re-lançado em um formato de CD duplo em 2001 sendo conciderado pela revista Q como um dos 50 álbuns mais pesado de todos os tempos (Opiniões a parte). A coisa começa com Miles bagunçando de vez o coreto jazzístico implodindo os alicerces do gênero com o monstuoso albúm "Bitches Brew", incrementando o impacto de sua última e mais estupenda revolução estilística disco após disco até chegar ao ápice da subversão elétrica of all things jazzy durante o biênio 1974-75 cujo primeiro resultado seria justamente o álbum que doravante passaremos a considerar. O que dizer portanto a propósito de mais esta devastadora desorientação sônica surdina pelo infernal Miles, o insuperável e único 'Dark Magus'? À semelhança de seu congênere Agharta (albúm anterior) com Dark Magus (apresentação ao vivo no Carnegie Hall em NY) é mais um maremoto de galáxias circuncidada de psych jazz colidindo com vudu percussivo funk e estratosféricas alucinado de acid rock diretamente Mefistófeles (diabolico-sarcastico) saturnália pagã conjurada por Miles em íncubos demorados sob o eflúvio (perda de cabelos decorrente de um distúrbio no ciclo de vida capilar) de miasmas (modo de reagir) lunares na floresta na arena transpsicodélica. Como acontece com obras deste jazzmam, uma análise faixa a faixa revela um mister de criatividade e superação em novo estilo e forma; assim sendo o que se pode fazer é uma tentativa de evocar a atmosfera que emana deste blasfemo e inebriante ritual cabalístico-musical contido neste albúm ao vivo em N. York. Capitaneando a fuzilaria de metais o anfetamínico Maldoror do jazz converte seu trompete em sirene hipercinética despejando rajadas sucessivas de uivos eletromagnéticos enquanto o oceano radioativo de drones magmáticos emitidos por seu órgão elétrico levanta uma muralha orquestral; os saxofones de Lawrence e Liebman incrementa o psicossônica vociferando de todos os lados numa miríade de exclamações assimétricas; Reggie Lucas opera suas guitarras elétricas como uma implacável cortina de lança-chamas em rajadas espasmódicas, incinerando tudo à sua volta; por fim, Henderson emoldura esta estraçalhante usina de força com seu baixo borbulhante, e Al Foster e James Mtume seguram tudo no fundo disparando morteiros percussivos aos borjões para propelir a frenética garage hermetica mileiana à frente "sedenta de horizontes e presas siderais" em direção às mais ignotas e inauditas paragens. Então: apertem os cintos, coloquem seus capacetes e cruzem os dedos e boa audição!

Faixas:
01 - Moja (Pt. I)
02 - Moja (Pt. II)
03 - Wili (Pt. I)
04 - Wili (Pt. II)
05 - Tatu (Pt. I)
06 - Tatu "Calypso Frelimo" (Pt. II)
07 - Nne "Lfe" (Pt. I)
08 - Nne (Pt. II)

Músicos:
Miles Davis - Trompete & Órgão Elétrico
Azar Lawrence - Sax. Tenor
Dave Liebman - Flauta, Sax. Soprano & Sax Tenor
Pete Cosey - Guitarra Elétrica
Dominique Gaumont - Guitarra Elétrica
Reggie Lucas - Guitarra Elétrica
Michael J. Henderson - Baixo Elétrico & Baixo Acústico
Al Foster - Bateria
James Mtume - Percussão

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Esta postagem é uma parceria entre o blog Jazzman e o blog Borboletas de Jade
Boa audição - Namastê
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3 comentários:

  1. Fazia tempos que não vinha aqui ..... como isso cresceu !!! até saiu do blog ... parabéns ! .... ta muito bacana .... é sempre um prezer passar por aqui ...

    grande abraço !

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  2. CADA DIA ME APAIXONO MAIS PELO SOM DESSE CARA, PENA QUE SUA VIDA NÃO FOI UM EXEMPLO. MAS O QUE VALE MESMO E O PONTO ARTÍSTICO.VALEU!!!!

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  3. Metal,
    Com certeza, a genialidade deste músico foi impressionante. Entretanto, como você mesmo ecreveu, Miles tentou prejudicar alguns músicos, como o brasileiro Hermeto Pascoal,desrespeitando seus direitos autorais.

    Fernando

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